quinta-feira, 12 de abril de 2012

Golpe de estado em Guine Bissau

Embaixada de Portugal e outras representações diplomáticas na Guiné-Bissau cercadas por militares

Lusa12 Abr, 2012, 22:29

A Embaixada de Portugal e outras representações diplomáticas na capital da Guiné-Bissau estão cercadas por militares, disse à lusa o embaixador português em Bissau.

Antonio Ricoca Freire informou que "há militares na rua da Embaixada mas ninguém foi incomodado e que presume ser por motivo de impedir movimentações".

Vários tiros foram ouvidos ao princípio da noite de hoje em Bissau, sendo visível aparato militar, constatou a agência Lusa.

O embaixador português disse ter ouvido o tiroteio hoje na capital guineense mas não tem mais informações.

No centro da capital da Guiné-Bissau não se ouvem tiros desde poucos depois das 21:00 locais (22:00 em Lisboa) mas há muitas ruas bloqueadas pelos militares.

As principais rádios da Guiné-Bissau estão sem emissão e na capital.

Ao início da noite militares dirigiram-se à Rádio Nacional e mandaram parar a emissão. Outras duas rádios também estão sem emitir.

Há militares nas principais ruas da capital, nomeadamente na rua onde mora Carlos Gomes Júnior, até agora primeiro-ministro e candidato a Presidente.

A TGB, Televisão da Guiné-Bissau, também está sem emissão.

Estes incidentes registam-se na véspera do início da campanha eleitoral para a segunda volta das eleições presidenciais no país, que o segundo candidato mais votado na primeira, Kumba Ialá, está a boicotar.


fonte retirada: http://novasdaguinebissau.blogspot.com.br/

Golpe de estado em Guine Bissau

Militares continuam a bloquear as ruas na capital guineense mas tiroteio acalma

Lusa12 Abr, 2012, 22:41 / atualizado em 12 Abr, 2012, 22:41

A capital guineense continua com ruas bloqueadas pelos militares, mas regista-se uma acalmia em termos de tiroteio, constatou a Agência Lusa em Bissau.

A rua Combatentes da Liberdade da Pátria, onde fica a casa de Carlos Gomes Júnior, está bloqueada pelos militares e também a rua da Segunda Esquadra tem barreiras militares, mas a principal praça da cidade, onde se situa a sede do PAIGC, o maior partido, está normal.

Na Presidência da República os militares não deixam passar veículos mas as pessoas estão a circular.

A rua Vitorino Costa, que dá acesso ao quartel da Marinha e onde fica a Rádio Nacional, também está bloqueada.

Nas ruas da capital guineense, habitualmente com pouca luz, há pessoas a circular mas em pouca quantidade.

Há largos minutos que não se escutam tiros na cidade, depois do tiroteio intenso registado cerca das 20:00 (21:00 em Lisboa).

As principais rádios da Guiné-Bissau estão sem emissão e na capital.

Ao início da noite militares dirigiram-se à Rádio Nacional e mandaram parar a emissão. Outras duas rádios também estão sem emitir.

Há militares nas principais ruas da capital, nomeadamente na rua onde mora Carlos Gomes Júnior, até agora primeiro-ministro e candidato a Presidente.

A TGB, Televisão da Guiné-Bissau, também está sem emissão.

Várias embaixadas, incluindo a portuguesa, estão cercadas por militares.

Estes incidentes registam-se na véspera do início da campanha eleitoral para a segunda volta das eleições presidenciais no país, que o segundo candidato mais votado na primeira, Kumba Ialá, está a boicotar.


Fonte retirada: http://novasdaguinebissau.blogspot.com.br/

domingo, 12 de fevereiro de 2012

ADDHU - Pelo fim da mutilação genital feminina

O Drama Da Circuncisão Feminina

Condenado pela ONU e pela OMS a Mutilação Genital Feminina (sigla MGF), termo que descreve esse acto com maior exactidão, é vulgarmente conhecida por excisão feminina ou Circuncisão Feminina. É uma pratica realizada em vários países principalmente da África, e da Ásia, que consiste na amputação do clitóris da mulher de modo a que esta não possa sentir prazer durante o acto sexual

.O Drama Da Circuncisão FemininaO Drama Da Circuncisão FemininaO Drama Da Circuncisão Feminina


Embora seja
uma prática
tradicional, a
circuncisão
feminina
é uma questão
de saúde
porque afeta
potencialmente
o bem estar
físico e
mental de
cada mulher
e menina
que é
submetida a tal
procedimento
cirúrgic

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eleições Presidenciais na Guiné-Bissau sem data marcada

Raimundo Pereira, Presidente interino, reuniu-se hoje com os partidos políticos parlamentares.O encontro tem como objectivo a marcação das Eleições Presidenciais antecipadas na Guiné - Bissau.

A série de encontros entre Raimundo Pereira, Presidente interino, e os partidos com e sem assento parlamentar tem como objectivo a marcação das eleições antecipadas na Guiné - Bissau. Uma data que parece estar envolta em alguma polémica, uma vez que a Constituição guineense fala em sessenta dias para a realização do escrutínio e a lei eleitoral em noventa.

Desejado Lima da Costa, presidente da Comissão Nacional de Eleições-CNE, reconhece a contradição e acrescenta que no caso da CNE não será possível a realização de eleições nesse período, uma vez que ainda terão que fazer o recenseamento, processo que poderá durar cerca de trinta dias.

O presidente da instituição disse, ainda, que serão necessários cerca de três milhões de euros para realizar eleições presidencias antecipadas no país. Uma parte desse valor resultará de um esforço interno, outra de ajudas provenientes do estrangeiro.

Desejado Lima da Costa, presidente da Comissão Nacional de Eleições da Guiné - Bissau

Milhares prestaram homenagem "sentida" ao presidente da Guiné-Bissau

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Malam Bacai Sanhá nas Ultimas eleições
(00:57

A Guiné-Bissau despediu-se, este domingo, do seu presidente, Malam Bacai Sanhá, num 'adeus' sentido em termos religiosos e com cerimónias marcadas pela emoção e uma afluência jamais vista no enterro de um guineense.

Milhares prestaram homenagem "sentida" ao presidente da Guiné-Bissau

(01:01)
As mais de cinco horas de cerimónias protocolares do Estado no Parlamento e na fortaleza d'Amura não demoveram os milhares de guineenses e convidados estrangeiros do último adeus a Malam Bacai Sanhá, falecido na segunda-feira em França, vítima de doença prolongada.
Sob um calor abrasador, mesmo sabendo que os populares não poderiam ter acesso ao interior da Fortaleza d'Amura, onde decorriam as cerimónias fúnebres, ninguém quis arredar pé enquanto não terminasse a cerimónia.

Transportados em marcha lenta do Parlamento para a Fortaleza d'Amura, numa distância de cerca de três quilómetros, os restos mortais de Malam Bacai Sanhá só foram depositados na sepultura após uma homenagem das autoridades do país, incluindo o presidente interino, Raimundo Pereira, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior e a presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maria do Céu Monteiro, e algumas individualidades estrangeiras.

Feitas as homenagens, pontuadas com a deposição de coroas de flores na campa do falecido Presidente, situada ao lado da de Amílcar Cabral (político africano falecido em 1973), os responsáveis políticos cederam o lugar aos líderes religiosos muçulmanos para procederem aos rituais islâmicos, já que Sanhá professava a religião islâmica.

Depois do enterro, Bacar Ducuré, um ancião que assistia às cerimónias, disse à Lusa que nos seus mais de 60 anos de vida jamais tinha assistido a uma homenagem "tão sentida como aquela que os guineenses deram a Malam Bacai Sanhá".

continuava com pessoas que espreitavam uma oportunidade para ir visitar a campa.

"Queremos entrar aí para irmos ver a campa do nosso presidente", disse à Lusa Segunda Cá, uma jovem estudante que se deslocou do bairro de Pluba, juntamente com os colegas, para prestar a última homenagem ao chefe de Estado.

Tal como se ouviu no sábado, quando o corpo era transportado do aeroporto para a sua residência, os guineenses voltaram este domingo a gritar "Mambas para sempre, glória eterna ao presidente".

"Mambas" era o diminutivo carinhoso pelo qual os guineenses tratavam Malam Bacai Sanhá.

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Raimundo Pereira
(01:30)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Avião com o corpo do presidente guineense já está a caminho de Bissau devendo chegar à capital guineense pelas 14.00 horas.

O avião que transporta o corpo do presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, descolou do aeroporto de Orly, em Paris, este sábado de manhã, devendo chegar à capital guineense pelas 14.00 horas.

Avião com o corpo do presidente guineense já está a caminho de Bissau

Malam Bacai Sanhá

O corpo do presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, saiu do hospital de Val de Grâce, em Paris, este sábado de manhã, após uma pequena cerimónia que juntou a Guarda Republicana, familiares, representantes do Governo de Bissau e diplomatas.

O avião que transporta o corpo, a aeronave privada do Presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, descolou de Paris às 10.35 horas (09.35 horas em Portugal continental).

O corpo do chefe de Estado guineense esteve no salão de honra do aeroporto, coberto com uma bandeira da Guiné-Bissau e tinha junto sete coroas de flores.

A acompanhar o corpo esteve uma comitiva de cerca de 100 pessoas, entre as quais o ministro da Cooperação francês, Henri de Raincourt, e o embaixador de Portugal em França, Francisco Seixas da Costa.

Na capital guineense estão previstos dois dias de cerimónias que terminam no domingo, quando o corpo for colocado num jazigo ao som de 21 salvas de canhão.

De acordo com o programa das cerimónias fúnebres, o corpo do Presidente será recebido com honras militares no aeroporto de Bissau, onde estarão entidades civis e militares, o corpo diplomático e representantes de organizações internacionais.

Uma guarda de honra fará soar o toque de clarim a anunciar a saída da urna do avião, que será recebida por seis elementos das Forças Armadas. A urna é depois coberta com a bandeira nacional e entregue oficialmente ao Presidente da República interino, Raimundo Pereira.

Depois de uma breve passagem pela casa onde vivia Malam Bacai Sanhá, a urna com os restos mortais do Presidente é exposta no salão do plenário da Assembleia Nacional Popular, onde ficará em câmara ardente até domingo, dia do funeral.

No domingo, as cerimónias começam às 08.30 horas, com a chegada da viúva e dos familiares de Malam Bacai Sanhá. Até às 11.00 horas, assiste-se à chegada de todos os participantes e nessa altura será lida a biografia do presidente por um antigo combatente da liberdade, e serão feitos dois discursos, um de um familiar e o último do Presidente interino.

Às 14.00 horas será feita uma cerimónia religiosa no pátio da Assembleia Nacional e só então o corpo é levado para Amura, entre alas de militares pelas ruas. Na fortaleza serão dados três tiros quando a urna chegar à porta de armas e disparadas 21 salvas de canhão no momento do enterro.

O presidente da Guiné-Bissau morreu, na segunda-feira, aos 64 anos, num hospital de Paris, onde se encontrava em tratamento médico desde Novembro.

Ultima Hora !!!!! PR Malam Bacai Sanhá faleceu no hospital Val de Grâce, em Paris O Presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, morreu hoje no hospital V

 Malam Bacai Sanha


O Presidente guineense morreu hoje no hospital Val de Grâce, em Paris, anunciou fonte oficial da Presidência da Guiné-Bissau. Malam Bacai Sanhá encontrava-se em Paris desde o final de novembro, devido a problemas de saúde.

"A Presidência da República vem através deste meio comunicar ao povo guineense e à comunidade internacional, com dor e consternação, que faleceu esta manhã, 9 de janeiro de 2012, no Hospital Val de Grâce, em França, S. Exa. o Presidente da República Malam Bacai Sanhá", diz o texto do comunicado.

O porta-voz da Presidência, Agnelo Regala, disse à Lusa que Malam Bacai Sanhá morreu na manhã de hoje às 11:10 (hora local, 10:10 em Lisboa).

O comunicado divulgado pela Presidência acrescenta que as cerimónias das exéquias fúnebres "serão oportunamente comunicadas pelas autoridades competentes".

O conselho de ministros guineense esteve reunido na manhã de hoje em Bissau "para analisar a situação", informou fonte do Governo, e prepara a divulgação de um comunicado.

Na casa de Malam Bacai Sanhá em Bissau é já visível o movimento de chegada de pessoas, em resultado da divulgação da notícia da morte do Chefe de Estado da Guiné-Bissau.

No final de dezembro do ano passado, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, dizia aos jornalistas que o Presidente estava a recuperar bem mas que era preciso "dar tempo para o seu total restabelecimento".